
“Quando a vibração específica da alma de um indivíduo, que tem tanto uma identidade instintiva quanto espiritual, é cercada de aceitação e reconhecimento psíquico, a pessoa sente a vida e a força como nunca sentiu antes.”
C. P. Estés
Somos seres que sentem e respondem às energias que nos atravessam.
Há vibrações que nos aproximam, nos conectam, nos expandem. Outras nos retraem, nos silenciam, nos afastam de nós mesmos. Sentimos isso no corpo, no olhar, no silêncio.
Quando encontramos uma energia receptiva, algo em nós floresce: sentimos leveza, vitalidade e coragem para enfrentar os desafios. Diante de vibrações densas, porém, podemos nos sentir presos, sem impulso, sem direção.
Somos, ao mesmo tempo, receptáculos e emissores. Por isso, torna-se essencial cuidar daquilo que cultivamos e irradiamos. Afinal, é nessa troca invisível que se tecem nossas relações — e, de algum modo, também a qualidade da nossa própria existência.
Que possamos cuidar do que cultivamos dentro de nós.
Não economizar sorrisos, palavras de incentivo e gestos de acolhimento.
Porque a energia mais bonita que podemos emanar talvez seja justamente aquela que, ao tocar o outro, também o faz florescer.


ENERGIAS
Carga, descarga.
Vibra, atrai.
Assusta, retrai.
Ímã que aproxima,
polo que repele.
Sentimos antes de conhecer?
Ou conhecemos pelos sentidos?
Há algo no ar,
no olhar,
no silêncio,
que nos diz
aproxime-se
ou afaste-se.
Talvez sejam faróis
acendendo no escuro
o que a razão ainda não vê.
Cida Guimarães
15/08/26


