
Quais são os seus medos?
Aqueles que se escondem atrás do sorriso, que chegam de madrugada ou em silêncio, no meio de um dia comum… Todos sentimos medo. Mas quando damos nome a ele, quando o reconhecemos e o colocamos para fora — seja em palavras, em lágrimas ou em versos — ele já começa a se transformar.
Este poema nasceu assim: como um sussurro do que assusta, mas também como um gesto de coragem.
Medo
Medo de sofrer,
de me decepcionar,
de me encarar, de me descobrir —
e ver que tenho inúmeros medos.
Mas o maior, o pior, é o medo de ter medo.
Medo de encarar meus próprios medos.
Será que todos sentem tanto como eu sinto?
Sinto todas as dores, todos os temores, todos os “quase”
que nunca viram o todo
que espero, almejo, desejo.
Quase-vidas, quase-sonhos,
quase-eus que morrem de medo
de não virem a ser. E morrem.
Só de medo.
Cida Guimarâes
19/07/25


