Você sente saudades de algumas coisas do passado? Quais? Me conta, adoraria saber.
Que pena! Se foram…. o vento levou…

Gente, às vezes sinto uma saudade danada de certas coisas, mesmo tendo acompanhado bem as modernidades. Posso me considerar uma “velha geek” — daquelas que sabem quase tudo de internet, usam cartões virtuais, apps de tudo quanto é tipo… Mas, ainda assim, há vozes e gestos do passado que me fazem muita falta.
Detesto voice mail. Cadê um atendente, pelo amor de Deus, que realmente possa resolver o problema? A gente passa um tempão ouvindo um menu infinito de opções, para depois digitar o motivo do contato e ouvir a máquina responder que não entendeu. É de desanimar!
Tudo agora é via aplicativo, e nem sempre eles funcionam bem. Sinto saudades de receber cartas, cartões-postais, de um telefonema inesperado — ou melhor ainda, de uma visita surpresa. Hoje em dia, pedir licença para ligar já virou regra, e visitar alguém sem avisar… nem pensar!
E os long plays? As vitrolas? Existe algo mais lindo e romântico do que colocar um vinil para tocar e ouvir aquele chiadinho de fundo? Ah, saudade boa…
Claro que temos coisas incríveis hoje: celular, Pix, inteligência artificial. Mas também é verdade que, no meio de tanta praticidade, perdemos um pouco das interações mais humanas, mais espontâneas. Tudo anda meio automatizado demais.
Talvez o desafio seja esse: viver o novo sem esquecer o que nos fazia (e ainda faz) sentir mais vivos. Não vamos deixar o vento levar nossas conexões, nossa forma informal de ser.
O Vento Levou!
Sim, o vento leva- e há momentos em que sentimos uma saudade imensa de pessoas, coisas e instantes amados que ele levou.
Ah, que maravilha seria poder viajar no tempo e reviver tudo aquilo que foi especial.
Mas já se foram com o vento… Restaram apenas lembranças, guardadas em gavetinhas empoeiradas-esmaecidas, um pouco distorcidas pelo tempo, mas ainda nossas.
E de vez em quando, basta uma brisa mais suave para que uma dessas gavetas se abra…
E o coração, em vez de chorar o que passou, sorri pelo que viveu- e se aquece com a certeza de que o que foi verdadeiro, jamais se perde.
Cida Guimarães
08/08/25


