
Outro dia escrevi sobre recomeçar… ,mas talvez a vida seja isso mesmo:
um eterno ir e vir, um ciclo de fins e inícios que se entrelaçam no tempo.
Mudei de casa, criei um novo lar, encerrei uma viagem linda, que ainda vive em mim,
e agora, aos poucos, começo novos projetos, novos sonhos.
A vida segue — esse fluxo misterioso feito de alegrias e despedidas, de esperanças e desilusões. Seguimos, meio atordoados, meio encantados, nessa viagem louca, mas cheia de sentido, repleta de aprendizados e marcas que nos transformam. E talvez, quando a viagem enfim terminar, possamos olhar para trás e reconhecer, com gratidão, que nos tornamos versões melhores de nós mesmos.
Quem somos nós? Quem são os outros?
Nem sempre conseguimos nos entender e muito menos os demais pois tudo muda quase que o tempo todo, e há ocasiões em que você é praticamente atropelado.
QUANDO O VENTO MUDA!
Vida que vem e te joga no chão,
te vira, revira e muda tudo — num piscar do teu olhar.
Atordoada, sem saber o que fazer, você segue.
Busca se refazer, compreender, juntar os cacos do que ficou.
Difícil — nem sempre é possível ler e entender.
Resta tentar seguir, fingir que sabe, ou talvez esquecer
o que quase te fez enlouquecer.
Afinal, tudo é sempre um jogo de poder.
Mas um dia, entre o caos e o cansaço, o vento muda.
E no meio do inesperado, nasce em silêncio uma nova força
— aquela que aprende, enfim, a dançar com a própria dor
e a sorrir, mesmo sem entender tudo.

Cida Guimarães
08/10/25


