
Nosso ego!
Que criatura frágil, difícil e mutante.
Como é complicado lidar e dominar o próprio ego!
Somos bichinhos selvagens — difíceis de entender, de conter, de domar.
Nossos instintos ainda determinam muitas de nossas ações e reações —
e, diante disso, ficamos atônitos.
Quanto do ego está por trás da nossa necessidade de auto proteção,
mesmo quando ninguém a ameaça?
A preservação do nosso espaço, das nossas escolhas e manias dita
boa parte das atitudes que tomamos — muitas vezes, de forma descabida.
É preciso vigiar, reavaliar, tentar monitorar —dar-se um tempo para a pausa e a escolha da melhor forma de agir.
Quem sou eu quando me cegam a razão?
Quem sou eu quando a indignação me domina,
quando me sinto desrespeitada, invadida,
abusada de alguma maneira?
Consigo racionalizar, pausar,
reavaliar — antes de reagir?
Ou deixo que a indignação fale mais alto
e no fim, perco a razão?
Loucos somos — ou acabamos ficando.
Cida Guimarães
20/10/25


