
Hoje tive uma sensação estranha e bonita: a de que estou encerrando um ciclo com o fim deste ano — mais uma daquelas intuições silenciosas — e iniciando uma nova fase.
Otimista eu? Talvez. Não que eu pense que seja o último; isso não me preocupa muito, porque ninguém sabe quando irá partir, só sabe que irá e eu não temo a morte. Considero uma passagem para uma outra esfera de vida. Distinta, óbvio e por isto uma incógnita, mas há gente demais lá para me receber. Entretanto, esta não é uma fala mórbida. Quero ainda viver muito se for assim como estou, ou seja, com saúde física e mental pois eu ainda quero produzir, aprender, viajar, amar e viver. Que pena que isto não depende de minha vontade!
já está escrito. Maktub!
Foram cinco anos complicados, tristes, difíceis — anos que ensinaram às custas de cortes profundos e cicatrizes ainda abertas. Passamos por uma pandemia que nos transformou, por viradas políticas, econômicas e financeiras, por perdas dolorosas na família, por decisões duras que exigiram desapego, coragem e escolhas.
A vida é isso: um eterno caminhar, tropeçando, caindo, levantando, superando, renovando-se.
Claro, também houve momentos lindos: gestos de solidariedade, amor, troca, e muito crescimento. Crescemos na dor, nas dificuldades do caminho e aprendi muito.
Hoje me sinto pronta para dizer adeus não apenas a 2025, mas a esse período inteiro que atravessamos. E, sobretudo, sinto gratidão por ainda estar aqui — saudável, lúcida, ativa — e buscando ser, a cada dia, uma pessoa melhor.
Expectativas para 2026?
Não gosto de festejar o ano que entra e sim agradecer por ter vencido mais um ano.
Peço: saúde, paz individual, coletiva, mundial, compreensão, e muito amor.
AMOR, maiúsculo, que compreende, vê o outro e procura entender sua forma de agir , mesmo que não a aceite. Que as Interações sejam verdadeiras; que haja escuta ativa, que prevaleça a busca de entendimento e muito crescimento pessoal.
É pedir demais?

Cida Guimarães
10/12/2025


