MINAS GERAIS

Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte, Minas Gerais
Não consegui localizar meu registro de nossa visita a Minas Gerais. Sei que o fiz, mas acabei perdendo alguns posts de meu antigo blog, Pelo Mundo.
Acredito que foi em 2021, ainda durante a pandemia, o que dificultou um pouco o acesso a alguns pontos como museus, etc. Fomos de avião até BH, onde alugamos um carro. Gostei muito de BH. Cidade de amplas avenidas, a linda lagoa da Pampulha, muitas montanhas- Serra do Curral, o conjunto arquitetônico da Pampulha, obra de Oscar Niemayer, com a Igreja São Francisco de Assis, o museu de arte, seus jardins e esculturas. Foi a primeira cidade planejada do Brasil.
Também é famosa por seus botecos, comida ( feijão tropeiro, frango com quiabo, tutú), o pão de queijo. e a cachaça artesanal.
Amei BH. Cidade linda!
Queria muito voltar a Poços de Caldas pois durante minha infância e adolescência fui anos seguidos para lá, nas férias de julho, com meus pais para o Parque Hotel, onde além dos banhos termais, maravilhosos, nos deliciávamos com os passeios até a cascata, a gruta, subida no morro, andar de charrete, comer pamonha. As refeições no hotel eram fantásticas. Lindas lembranças, mas ficava muito fora de nossa rota.

Dali fomos a Ouro Preto. Ficamos em uma linda pousada…pena não lembrar o nome, mas todos os quartos tinham nomes de inconfidentes. Comi galinha ao molho pardo. Tinha muita saudade pois minha mãe preparava uma genial. Foi boa, mas não se equiparou a de minha mãe. Entrei em grutas de extração de minérios e fiz uma caminhada por suas ruelas íngremes, com relato de lendas.
Conheci a origem de ” Vai a merda” e também de “serventia da casa” que são as entradas de serviço, sempre nos fundos. Pensar que em séculos passados não havia banheiros e jogavam a merda pelas janelas é muito horrível. Vem daí a tradição do homem sempre ficar à direita, ou seja, do lado do meio fio. Para proteger a mulher da merda que voava. As ruas de Ouro preto são mais altas no meio e perto de meio fio são fundas para que os dejetos escorressem. A entrada dos serviçais pelos fundos e as correntes para prender os escravos, nas servidões, nos remetem a um período sombrio de preconceitos e exceções. Ouro Preto é uma cidade de altos e baixos. prédios e igrejas antigas e muitas minas.
De Ouro Preto fomos para Tiradentes. Amei a cidade com sua praças, cafés, restaurantes . É mais acolhedora que Ouro Preto. Muito artesanato.
Fomos a Bichinho…
meu Deus, para lá mandavam os escravos, e daí o nome de Bichinho. Amamos a Casa Torta. 
Lúdica, voltamos a ser crianças andando de escorregador, balanço e revivendo o que amávamos quando pequenos. Almoçamos em um restaurante típico, comida de panela mineira.
INHOTIM, MINAS GERAIS
Próxima parada foi Inhotim. Ficamos em Brumadinho, que a recém estava se recuperando da tragédia da represa que alagou a cidade. Inhotim é um dos maiores museus a céu aberto da América Latina, combinando arte contemporânea, natureza exuberante e arquitetura em um só espaço. Fica no município de Brumadinho a cerca de 60kms de Belo Horizonte.


É um espaço imenso e levamos dois dias para percorrer a maior parte do museu. Parte a pé e parte de carrinho, que tem paradas estratégicas. Há obras monumentais de Tunga, Adriana Varejão, Helio Oiticica, Gildo Meireles, Olafur Eliasson e Yayoi Kusama. Jardim Botânico, com espécies raras, pavilhões com instalações imersivas e provocativas, caminhadas por lagos, esculturas e sensações visuais e sonoras.
Há dois restaurantes ótimos. Amei!


