
Como diferenciar se estou diante de uma intuição ou apenas de ansiedade?
Muitas vezes sentimos algo forte e inexplicável: uma inquietação que pode ser presságio… ou apenas fruto da mente acelerada. Mas afinal, como distinguir uma coisa da outra?
O que a psicologia diz sobre a intuição?
A intuição pode ser entendida como a capacidade do espírito captar, de forma imediata e sem passar pelo raciocínio lógico, aquilo que já foi registrado pelo corpo e pela experiência.
É como um “salto de percepção”: uma compreensão súbita, acompanhada por uma emoção intensa, que surge sem explicação racional aparente.
O que é ansiedade?
A ansiedade é uma emoção natural, essencial à sobrevivência. Ela nos prepara para enfrentar riscos e desafios. No entanto, quando se torna exagerada, contínua e desproporcional, pode evoluir para transtorno, interferindo no descanso, na concentração e até no corpo, com sintomas físicos e emocionais.
Como diferenciar? Nem sempre é fácil distinguir ansiedade de intuição.
A ansiedade costuma ser persistente, repetitiva e ligada à antecipação de cenários negativos. É um estado quase permanente de viver no futuro, como se estivéssemos sempre nos preparando para algo que “pode dar errado”.
A intuição, por outro lado, costuma ser pontual, inesperada e sem motivo lógico aparente. Surge de repente, como um lampejo, e traz uma sensação de clareza – mesmo que momentânea.
Em resumo. Talvez a chave esteja na qualidade da experiência:
Se é constante, desgastante e sempre ligada ao medo → tende a ser ansiedade. Se aparece de forma súbita, sem explicação racional, e traz uma sensação de convicção ou alerta → provavelmente é intuição.
Observar nossos padrões emocionais e praticar a autoescuta pode ser um caminho para identificar de onde vêm essas vozes internas – se da mente agitada ou de uma percepção mais profunda.
AQUELA SENSAÇÃO INDEFINIDA !
Uma angústia sem nome, sem razão.
Um choro sem causa… ou será que sim?
Talvez a dor esteja apenas enterrada,
encoberta por camadas e camadas
de histórias mal resolvidas,
de feridas não curadas.
É intuição? Ou só piração?
Como distinguir o que é nosso
do que vem do divino?
O que é aviso
e o que é pura ansiedade?
Saberemos, algum dia,
ou apenas seguiremos a tatear,
perdidos nesses mistérios?
E talvez seja nesse caminhar incerto
que a luz se revele,
que a resposta surja,
que a dor se transforme em força,
e a angústia em esperança.
Cida Guimarães
12/09/2025


