Estamos sempre em busca de algo. A insatisfação com o que é, o que somos, o que temos está, quase sempre, presente. Por um lado é positiva pois é instigante, nos leva a buscar crescimento , mudança; por outro, cria uma eterna ansiedade e busca. O poema , abaixo, nasceu de minha reflexão sobre este tema. Como te sentes em relação a isto? Te acomodas e ficas feliz com o que é, ou és assolado pela mosquinha da inquietação?

A BUSCA
O que é que buscas alma inquieta?
Riquezas? Glórias? Amores eternos?
Um lar, filhos, um pedaço do céu?
Ser feliz, seja lá o que isso for?
Buscamos tanto, em tantos lugares..
E, sempre há mais a querer, mais a preencher,
como se a vida fosse feita de lacunas,
e nós, operários do infinito.
Mas… quando é que cessam as buscas?
Será que só o silêncio final nos aquieta?
Ou será que a paz chega antes,
quando mudamos o rumo do olhar?
E se a verdadeira busca não for por ter, mas por ser?
Não por acumular, mas por florescer?
Buscar crescer por dentro,
fazer da alma casa limpa,
tornar-se ponte, abrigo, luz.
Buscar o que não morre, o que nos faz eternos,
mesmo vivendo o instante.
Talvez a maior busca não esteja no mundo.
mas no milagre de sermos plenamente humanos.
Cida Guimarães
25/07/25

