Hoje, no Dia dos Namorados, me peguei pensando no sentido da palavra “enamorado” e em quantos significados ela carrega — para quem está vivendo o amor e também para quem não está. Dessa reflexão nasceu este poema-crônica sobre o ato de amar.
Um feliz Dia dos Namorados a todos.
Amar?
É estar encantado, como se um feitiço suave tivesse tomado conta de nós. É viver num estado de sonho, de magia, em que flutuamos e só enxergamos estrelas — com borboletas dançando dentro de nós.
É esse instante mágico que nos faz leves, lindos, felizes.
Queremos congelar os momentos, guardar os sentimentos, embora saibamos que tudo,
como a vida, é finito.
As sensações nunca mais serão iguais, mas as lembranças — ah, as lembranças —
essas se tornarão eternas em nós.
essas se tornarão eternas em nós.
Com o tempo, as sensações mudam. A bruma que nos envolvia e pintava tudo com tintas de encantamento aos poucos se dissipa. E com ela, surgem pequenas tormentas. A realidade entra devagar, trazendo à tona facetas antes invisíveis, ou talvez apenas ignoradas.
E então, diante do que é real, ou decidimos permanecer, aceitar, e amar — com consciência,
com os pés no chão e o coração ainda aberto — ou simplesmente…recomeçamos.
com os pés no chão e o coração ainda aberto — ou simplesmente…recomeçamos.
Cida Guimarâes
12/06/25


