
Parece que estamos eternamente em busca de algo: conhecimento, ascensão profissional, sucesso, reconhecimento, amigos, família, amor, dinheiro, saúde, paz, viagens… até um lampejo de fama. Em cada fase da vida, o foco muda — e corremos atrás daquilo que, naquele momento, se torna prioridade. Assim, vamos vencendo etapas, enfrentando quedas, fracassos, vitórias… mas a busca não cessa.
Nunca estamos completamente plenos, satisfeitos, inteiros no lugar em que estamos. Sempre parece faltar algo. Isso é bom? É ruim? Talvez um pouco dos dois. A busca nos move, alimenta sonhos, impulsiona metas e nos dá energia para seguir adiante. Mas, se não soubermos frear essa inquietação, corremos o risco de atravessar a vida sem degustá-la, sem perceber o belo e o bom que já fazem parte dos nossos dias.
Talvez o segredo esteja em continuar buscando — sim — mas com a sabedoria de também pousar, respirar e agradecer o que já é nosso. E talvez aí resida a solução — e também o mistério. Precisamos buscar nosso Eu real, nosso propósito, nossa missão de vida. Talvez, então, a busca incessante encontre enfim um descanso… ou, ao menos, um sentido mais sereno para continuar.

BUSCA
Busco — e não encontro —
a paz, a felicidade, o encanto.
E quando enfim acho o que procuro,
já não curto… ou sossego apenas o susto.
Susto de estar sempre em busca
de algo que sacie meu pranto.
Um espanto!
Será que me encontro, enfim,
ou me perco nos meandros do meu encanto?

Me conta de tuas buscas. Compartilha.
Cida Guimarães
24/11/25


