
Como lidar com o tudo e o nada?
As polaridades são excludentes, limitadas
— ignoram as nuances, as necessidades básicas,
as diferenças individuais.
Falar ou calar?
Haverá um meio-termo onde a escuta prevaleça
e a interação seja, de fato, real?
Difícil… Nos extremos, as necessidades se chocam e se tornam burras,
erguidas em muros que isolam e alimentam a incompreensão.
Não há verdades absolutas, nem inverdades que durem.
Há apenas o real — humano, imperfeito,
em constante tentativa de equilíbrio.
DÚVIDAS
Falar ou calar.
Dizer ou silenciar.
Aceitar ou rejeitar.
E lá vamos nós, nos equilibrando,
caindo e nos levantando
nas equações e contradições
que a vida insiste em nos propor.
Talvez não haja solução definitiva
— talvez o caminho seja apenas seguir,
aprendendo a habitar o intervalo entre os polos.
E se, no fundo, o sentido estiver justamente aí
— no vaivém entre o tudo e o nada,
onde o humano se reconhece incompleto, mas vivo?
CIDA GUIMARÂES
09/10/25


