De acordo com Sigmund Freud, os mecanismos de defesa são os seguintes:
Identifica situações em sua vida quando agiu em negação? Identifica agora, em nosso país, isto ocorrendo?
2. RAIVA-
A raiva é simplesmente o ato de redirecionamento de um sentimento de fúria, consigo mesmo, projetado no outro. É uma tática de defesa para desviar a atenção, energia e pensamentos de si mesmo para os demais. Mesmo quando você está bravo com alguém por fazer algo errado, sua projeção da raiva é uma distração de seus pensamentos internos e enterrados. Há sempre uma emoção escondida, alimentando sua resposta emocional. Exemplo. Seu parceiro esquece de seu aniversário, e ao invés de sentar com sua tristeza, você grita com ele.
Lembra de quando ficou bravo(a) por algo que tinha uma emoção alternativa motivando o fato?
3. REPRESSÃO- Há uma linha tênue entre negação e repressão. Enquanto a negação envolve uma recusa permanente em aceitar determinada realidade, a repressão envolve nosso esquecimento da experiência ou da parte que exercemos. Nossa mente, inconscientemente, decide enterrar a memória, evitando pensamentos dolorosos. Este é geralmente, o caso de abusos ou eventos traumáticos, que ocorreram em nossos anos de desenvolvimento. Enquanto a repressão, assim como a negação podem servir propósitos imediatos, especialmente para aqueles que testemunharam eventos dolorosos, a não aceitação/ou enfrentamento pode trazer consequências adversas.
Identifica situações quando utilizou a repressão?
4. DESLOCAMENTO- Você já teve um dia difícil no trabalho, e descontou sua frustração em sua família e amigos? Ou discutiu com sue parceiro (a) e depois entrou no carro e se irritou com os outros motoristas, na rua? Ao transferirmos/ deslocarmos nossas emoções da pessoa alvo para outros que não têm nada a ver com a ofensa original, evitamos confrontar a origem de nossos dissabores e mudamos o foco para uma pessoa e/ou situação que é menos intimidante para nós. Enquanto a transferência pode nos proteger de perder um emprego, queimar uma ponte ou fazer algo com dano irreparável, não nos ajuda a gerenciar nossas emoções negativas, e acabamos por ferir pessoas que nada têm a ver com o problema em questão.
Com a reação transcendemos a negação, e agimos de forma oposta. A reação é marcada por uma demonstração carregada de emoção, exagerada, compulsiva e inflexível. A formação de comportamentos reativos não varia devido à mudança na emoção, como acontece com comportamentos naturais. Por exemplo, um pai que se sente culpado por se ressentir do filho pode tentar compensar demonstrando amor, em todas as circunstâncias. Estes comportamentos baseados em falsas emoções são facilmente identificáveis. Os psicólogos de Psicologia Moderna Aplicada, geralmente, observam a formação de reação em clientes que afirmam acreditar em algo, e ficam bravos se qualquer coisa, ou alguém possa sugerir, algo a outros,
que se oponha, ou contradiga suas crenças.É uma forma infantil de recolhimento, voltando a um estágio de desenvolvimento, onde a pessoa se sente mais segura, e os desafios foram removidos. Na visão freudiana, as partes estressantes do desenvolvimento podem ser usadas para explicar uma gama de comportamentos regressivos. A regressão conduz as pessoas a um estágio inicial de maturidade, para se protegerem da necessidade de confrontar uma situação problemática. Imagina, por exemplo, uma discussão com seu parceiro, e ao invés de utilizar habilidades maduras de comunicação você sai, bate a porta e fica distante. A regressão é uma resposta defensiva infantil, e geralmente faz os problemas piorarem.
Em muitos casos, a racionalização não é danosa, mas um ato de contínua auto-decepção, quando a pessoa a usa como desculpa para seu comportamento egoísta e destrutivo.
Imagina uma situação em que você se sente como um peixe fora d’água, inconfortável, e pensa que os outros estão te encarando de forma julgadora, apesar de nada dizerem, de forma objetiva. Sua voz de insegurança está tão alta que você projeta suas ansiedades gritando com eles: “Que estão olhando?”





