
Tão bom quando nossos pensamentos se aquietam…
Não há urgências, nem incêndios a serem apagados — só uma gostosa sensação de que tudo está em paz. Uma calmaria, um silêncio, um simples estar, sem precisar fazer, dizer ou resolver nada.
Sabemos que é uma sensação fugidia, que logo passará. Ainda assim, desejamos retê-la dentro de nós, esse “dolce far niente”, e saborear o momento com a alma inteira. Aliás, há tantos momentos em nossas vidas que gostaríamos de ter congelado no tempo — revivê-los com a mesma magia, a mesma intensidade… Sonho vão! Tudo é apenas um sopro de minutos, segundos deliciosos, como um foguete que risca o céu e logo desaparece, deixando apenas um rastro de pólvora no ar.
Se temos consciência da transitoriedade das coisas, da finitude de tudo, por que não saboreamos melhor o que é bom e lidamos com mais leveza com o que é ruim — já que também passará?
Raramente estamos 100% presentes no agora: estamos sempre antecipando o que virá ou remoendo o que já foi. Tolos que somos…
E, no entanto, é só no instante — esse breve agora — que a vida realmente acontece.
Talvez o segredo seja simples: aquietar-se mais, viver mais devagar e aprender a estar — verdadeiramente estar — em cada momento. Será que aprendo algum dia? E você? Me conta….
Cida Guimarães
17/07/25


