
Como um pendulo nossa vida oscila: ora são nossas vontades, ora nosso humor, nossa capacidade de decisão . Queremos equilíbrio, harmonia, certezas e só temos surpresas, e algumas decepções que nos levam a oscilar ainda mais….Talvez se tudo fosse sempre igual, a monotonia iria nos derrubar e iríamos, quem sabe, querer mudar…
Então, estaremos ou seremos, sempre insatisfeitos querendo o que ainda não temos? Quando este pendulo irá parar?
Oscilação!
Somos como marés, puxados por luas que nem vemos.
Entre o querer e o cansaço, nossa alma balança, feito pêndulo ao vento ora suave brisa, ora tempestade surda.
Buscamos equilíbrio como se fosse terra firme, mas talvez a vida seja mesmo esse mar em movimento, que nunca se deixa conter.
Queremos certezas — mas o tempo, esse velho marinheiro, só nos oferece névoas e correntes imprevisíveis.
E quando enfim achamos que ancoramos, um novo desejo sopra e nos arrasta de volta ao alto-mar.
Seremos eternos navegantes daquilo que ainda não temos?
Reféns do que falta, surpreendidos pelo que chega?
Quando cessará a dança do pêndulo?
Ou será essa oscilação o próprio segredo da travessia?
Cida Guimarães
18/07/25


