O ato de resumir as lições, expressar a minha visão, tem sido fundamental no processo de reflexão, análise, e compreensão das mesmas. Nenhuma leitura, entretanto, é passiva; é sempre uma simbiose entre texto e leitor. Fazemos inferências, interpretamos, conforme nossas vivências, e maturidade, e o produto de minhas postagens está impregnado de minha visão do material estudado. Minha única frustração é que apesar de mais de mil visualizações, ninguém interagiu com algum comentário, pergunta, crítica ou observação, e a sensação é de monólogo. Não tenho ideia de como estes textos estão sendo recebidos. Minha explanação tem sido clara, objetiva? Tem ajudado? Leva a questionamentos? Mil perguntas, sem respostas….
Entender a nós mesmos, como seres humanos, falíveis, cheio de imperfeições é das tarefas mais árduas. Tenho a sensação que passei parte de minha vida no piloto automático, olhando tudo com viseiras, que me impediam de ver o que ocorria ao meu redor. Sempre focada no trabalho, na família, na casa, me perdi de mim mesma, e do que acontecia de relevante, e o que, realmente, importava. Tanta coisa que não curti, não vivi, não fiz. Acredito que comecei a viver de forma “mindful” na minha fase madura, quando conquistei uma independência financeira e emocional, e pude tomar as rédeas de minha vida, e me dedicar a outros interesses. Sou, hoje, outra pessoa, e posso, com o distanciamento adquirido, olhar para minhas ações, e me surpreender com minha dedicação, entusiasmo, arrojo, destempero, e muitas vezes teimosia. Orgulho-me de várias conquistas; me envergonho de algumas atitudes, mas tudo foi aprendizado, crescimento, pessoal e profissional.
Hoje, me conheço melhor, identifico meus pontos fortes e fracos, sei o que me tira do sério, e cada dia me sinto mais livre, mais segura de mim mesma, sem necessidade de aprovação, e despreocupada sobre a imagem que posso estar passando. Desenvolvi minha auto estima, auto imagem e valor e, consequentemente, me sinto liberta para ousar e expor ideias, e sentimentos. A escrita é parte de minha vida. Sempre registrei acontecimentos importantes em um diário, minhas viagens, em um “blog”; enfim, a escrita sempre me ajudou a reter e processar informações.
Atualmente, é muito abreviada nas mensagens de texto, quando não adulterada pelos corretores automáticos. Li, em algum lugar, que as palavras na ‘internet’ são como tatuagens digitais. Faz todo o sentido, pois é difícil, impossível até, apagar as mensagens escritas, e mesmo quando conseguimos, já foram lidas e repassadas. É tudo muito rápido e perigoso. Sem tempo para processar, corremos o risco de atropelar a comunicação.
Escrever, para mim, é uma forma fantástica de organizar ideias, pensamentos, não deixando que os mesmos se transformem em emoções, e sejam extravasados de forma descuidada e perigosa. Estou terminando meu último curso na área psicológica, e já estou pensando qual será o próximo.
Como você se sente a respeito?
Compartilha alguma de minhas ideias ou elas lhe parecem totalmente, sem sentido? Você não precisa se identificar, se não quiser, mas adoraria saber como estas ideias ressoam em você.




