
Seguir, rir, ir —e deixar para trás
dores e decepções…Só buscar não repetir
aquilo que te fez cair. Fácil? Não. Porque, sem querer,
acabas por sentir, e repetir o que já viveste, o que já doeu.
Lições? Muitas. Aprendidas? Nem sempre.
Mas todas deixaram marcas —cicatrizes que moldam,
memórias que transformam.
Algo mudou. Ficou gravado em ti, silencioso, profundo.
Quem és hoje? Outra, distinta.
Mas, no âmago, a mesma sonhadora, batalhadora…
Agora, no entanto, há camadas novas —
de silêncios, de perguntas, de pausas que te revelam.
E talvez seja nisso que reside tua beleza:
na travessia imperfeita, na força de seguir
mesmo sem todas as respostas.
Cida Guimarâes
11/07/25


