Dias de ventania, um quase ciclone, que vem devastando tudo. Qual a sensação? Hoje, está um dia assim. Mar de ressaca, vento uivando, tudo voando, e eu, levada pelo vento, escrevi o poema abaixo. Ressoa em você?

Ventania!
Meus “chimes” dançam ao som de um vento indomável, entoando um hino estranho e belo
—mistura de assombro e anúncio.

A ventania rasga o céu, arranca telhas, derruba galhos, desloca certezas, vira tudo do avesso…
O mar, inquieto, invade os limites, o ar se faz brisa nova, fresca, desperta.
Sim — que o vento leve também a saudade antiga, as memórias que pesam, as dores que insistem em ficar.
E que, ao fim da tormenta, quando o sol novamente nascer, encontre a alma limpa, o terreno fértil, os campos prontos para novas sementes.
Cida Guimarâes
29/07/25

