
Zagreb, a capital da Croácia, é uma cidade surpreendente — um encontro entre elegância europeia e a vitalidade dos Bálcãs. Situada aos pés do Monte Medvednica, ela combina arquitetura austro-húngara, ruas arborizadas, cafés charmosos e um espírito acolhedor, que mistura o clássico e o contemporâneo com naturalidade. Foi estranho deixar as montanhas Dináricas para trás e mudar completamente a paisagem, ao subirmos para o norte. Zagreb só tem um braço para o mar.


Ficamos hospedados no hotel Sheraton. Muito bom!
🏰 História e atmosfera
Zagreb nasceu da união de duas cidades medievais: Gradec e Kaptol, erguidas em colinas vizinhas. Hoje, elas formam a Cidade Alta (Gornji Grad) — o coração histórico, com ruas de paralelepípedos, casinhas coloridas e mirantes com vista para os telhados avermelhados e a Cidade Baixa( DonjiGrad) mais moderna, com largas avenidas, jardins e edifícios do século XIX que lembram Viena e Budapeste. É uma área elegante com o museu Momara, a Ópera Nacionale o Mercado Dolac


Parte alta centro histórico
Ali ficam símbolos da cidade, como a Igreja de São Marcos, com seu telhado de azulejos coloridos representando os brasões da Croácia e de Zagreb, e a Torre Lotrščak, de onde o canhão dispara todos os dias ao meio-dia, tradição que remonta ao século XIX. Lamentavelmente, muitas das igrejas e prédios oficiais não pudemos visitar, por dentro, pois estão em restauração devido ao terremoto que assolou a cidade em 2020.

Cidade Baixa (Donji Grad)


☕ Cultura dos cafés
Zagreb tem uma forte cultura de café, herança do período austro-húngaro. Sentar-se em um café na Tkalčićeva Street e observar o movimento é um dos maiores prazeres locais. Os habitantes, conhecidos por sua simpatia, adoram conversar e aproveitar o tempo sem pressa.

🌳 Natureza e tranquilidade
Apesar de ser uma capital, Zagreb é verde e acolhedora. O Parque Maksimir, com seus lagos e trilhas, é um refúgio de paz. E o Monte Medvednica, a apenas 30 minutos do centro, oferece trilhas e até esqui no inverno — uma das raras capitais europeias tão próximas da natureza.

Virgem Santa Milagrosa de Zagreb
🎨 Museus e curiosidades
Zagreb é também uma cidade de museus e criatividade. O mais famoso é o Museu dos Relacionamentos Terminados (Museum of Broken Relationships), uma coleção tocante e às vezes divertida de objetos doados por pessoas ao redor do mundo após o fim de seus amores.
Outros destaques:

Museu de Arte Contemporânea, com arquitetura futurista.
Cemitério Mirogoj, considerado um dos mais belos da Europa, com arcadas cobertas de hera e esculturas imponentes.
Zrinjevac Park, uma joia no centro, com fontes, coretos e flores sazonais.

PARQUE NACIONAL PLITVICE

Ah, os Lagos de Plitvice — ou Parque Nacional dos Lagos de Plitvice (Plitvička Jezera) — são um dos lugares mais mágicos da Croácia e, sem exagero, um dos cenários naturais mais deslumbrantes da Europa. 🌿💧

Imagine um vale coberto por florestas densas, onde dezesseis lagos de tons que vão do verde-esmeralda ao azul-turquesa se conectam por cachoeiras e cascatas que parecem brotar de todos os lados. A água é tão transparente que é possível ver os troncos submersos e os cardumes deslizando lentamente — tudo isso emoldurado por trilhas de madeira que serpenteiam sobre as águas.


✨ Alguns detalhes fascinantes:
O parque é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1979.
Ele se estende por cerca de 300 km², e os lagos se dividem entre Superiores (Gornja jezera) e Inferiores (Donja jezera). O sistema de lagos é formado por barreiras naturais de travertino, um tipo de rocha calcária que se forma lentamente pela ação da água — e está em constante transformação.
As cascatas Veliki Slap (Grande Cachoeira), com cerca de 78 metros de altura, são as mais altas da Croácia.
🌲 O que se sente lá:
Há um silêncio vivo, quebrado apenas pelo som da água e dos pássaros. Caminhar por Plitvice é quase uma experiência espiritual: a natureza ali parece suspensa no tempo, intocada, como se fosse um pedaço de paraíso escondido entre as montanhas.
🍂 Melhor época para visitar:
Primavera e outono são ideais: cores intensas, menos turistas e clima agradável. Imagina na ala temporada. O parque estava lotado. Há muitos restaurantes, mas filas para os banheiros, restaurantes e barcos.
No inverno, o parque vira um conto de fadas — os lagos congelam e as cascatas se transformam em esculturas de gelo. No verão, o verde é vibrante, mas costuma haver muitos visitantes.
🐻 Curiosidade:
A região é habitat de ursos, lobos e linces, embora raramente vistos. E, segundo a lenda local, os lagos nasceram das lágrimas de uma rainha, que chorou pela seca — e a chuva atendeu seu lamento, formando os lagos que hoje encantam o mundo.
Lugar maravilhoso, encantado. Vontade de ali permanecer. Puro paraíso!
E chegamos ao fim desta viagem linda, onde a natureza, os contrastes culturais, étnicos, e linguísticos foram marcantes e nos mostraram como os povos podem, se houver fibra, resiliência e vontade de vencer as limitações e divisões internas, formar e constituir nações onde a multiplicidade de costumes, crenças e religiões, unam ao invés de dividir, e tornem os locais mais humanos e bonitos.
Cida Guimarães
07/10/25


