

Há infinitas definições para o sentido da vida. Cada pessoa terá a sua, moldada pelo que já viveu e sentiu.
Viktor Frankl, que sobreviveu três anos e meio aos horrores dos campos de concentração nazistas, questionou, em seu livro Man’s Search for Meaning, o propósito da natureza humana e o sentido que o homem busca para a sua existência. Ele transformou seu passado penoso na base para sua trajetória como psicanalista.
Atribuímos significado a todas as nossas experiências: trabalho, lutas, perdas, amores, frustrações. Esses significados podem nos impulsionar rumo ao futuro ou nos manter prisioneiros do passado. Precisamos olhar para as lições que a vida nos oferece e perguntar se realmente aprendemos com elas — se somos capazes de usá-las como plataformas para construir um caminho melhor ou se permanecemos presos num círculo vicioso de vitimização.
É necessário fazer as grandes perguntas:
Quem sou? O que busco? O que já aprendi? O que posso fazer com o que já sei? O que ainda preciso trabalhar em mim? Qual é o meu objetivo de vida?
É preciso também encarar com atenção as dificuldades e tropeços, extraindo os ensinamentos que trazem. Em vez de nos afundarmos em lamentações, devemos ouvir o que esses eventos tentam nos dizer e crescer com eles. Assim, as quedas deixam de ser pedras de tropeço para se tornarem trampolins na busca constante pelo aperfeiçoamento.
Recebi um comentário tão maravilhoso de um leitor, amigo de alma, de textos, de poesia, que complementa com perfeição o que expus acima. Pedi licença ao Evaldo, para repostar aqui e ele, graciosamente, me concedeu. Segue abaixo:
“A vida é como um livro que não sabemos quantas páginas terá, mas que nos cabe escrever com a tinta das nossas escolhas e o papel das nossas experiências. Cada momento, seja de alegria ou dor, é um parágrafo que molda quem somos e aponta para quem podemos nos tornar.
Viktor Frankl nos lembra que o sentido não é encontrado nas circunstâncias ideais, mas na forma como respondemos aos desafios mais sombrios. Ele sobreviveu ao que muitos não suportariam e, ainda assim, escolheu transformar o sofrimento em propósito. Isso nos mostra que, mesmo nas noites mais escuras, há sempre um amanhecer possível — e que a forma como o enxergamos é o que define nossa jornada.
Dar sentido à vida não é ter todas as respostas, mas fazer as perguntas certas. É olhar para cada queda e perceber que ela não é um fim, mas um impulso. É trocar a prisão das lamentações pela liberdade do aprendizado. É entender que a vida não se limita ao que já vivemos, mas se expande no que decidimos fazer com isso.
O verdadeiro sentido está em crescer sem perder a ternura, em seguir em frente mesmo com cicatrizes, e em compreender que cada passo, mesmo incerto, nos aproxima de uma versão mais inteira de nós mesmos.
No fim, não se trata de esperar que a vida nos dê significado, mas de sermos nós a oferecer significado à vida — e, assim, transformar cada página em uma história que valha a pena ser lida.
O sentido da vida não se encontra, se constrói, passo a passo, cicatriz por cicatriz.”
Evaldo Pinheiro



A vida é como um livro que não sabemos quantas páginas terá, mas que nos cabe escrever com a tinta das nossas escolhas e o papel das nossas experiências. Cada momento, seja de alegria ou dor, é um parágrafo que molda quem somos e aponta para quem podemos nos tornar.
Viktor Frankl nos lembra que o sentido não é encontrado nas circunstâncias ideais, mas na forma como respondemos aos desafios mais sombrios. Ele sobreviveu ao que muitos não suportariam e, ainda assim, escolheu transformar o sofrimento em propósito. Isso nos mostra que, mesmo nas noites mais escuras, há sempre um amanhecer possível — e que a forma como o enxergamos é o que define nossa jornada.
Dar sentido à vida não é ter todas as respostas, mas fazer as perguntas certas. É olhar para cada queda e perceber que ela não é um fim, mas um impulso. É trocar a prisão das lamentações pela liberdade do aprendizado. É entender que a vida não se limita ao que já vivemos, mas se expande no que decidimos fazer com isso.
O verdadeiro sentido está em crescer sem perder a ternura, em seguir em frente mesmo com cicatrizes, e em compreender que cada passo, mesmo incerto, nos aproxima de uma versão mais inteira de nós mesmos.
No fim, não se trata de esperar que a vida nos dê significado, mas de sermos nós a oferecer significado à vida — e, assim, transformar cada página em uma história que valha a pena ser lida.
O sentido da vida não se encontra, se constrói, passo a passo, cicatriz por cicatriz.
Que presente este comentário! Sem palavras! Acrescenta, completa, ilumina o texto. Me emocionei lendo tuas palavras pois elas não são só verdadeiras, como também expressam, exatamente, como sinto e vejo a vida- uma etapa necessária para nosso desenvolvimento. Há que aprender com nossos tropeços, sofrimentos, perdas e também com as dádivas, atribuindo a tudo seu devido valor- não super dimensionando nenhum evento, conscientes da irrelevância de alguns e da finitude de quase tudo. Permanecem nossos aprendizados e os elos de amor criados.
Cida, A delicadeza com que você traduz sentimentos tão complexos em simplicidade tocou-me intensamente. É verdade, a vida é um mosaico de quedas e dádivas, e cada peça, seja suave ou áspera, tem seu valor no quadro final. Que lindo é perceber que, mesmo nas dores, há sementes de amor e aprendizado que florescem e permanecem. A sua visão é um convite à maturidade do coração e à gratidão genuína. Obrigado por compartilhar essa luz comigo, ela aquece e inspira.🥰🫂
Que bom que consegui te tocar e inspirar! Fico imensamente feliz. É nesta troca rica, que conseguimos nos rever, abastecer e crescer. Muito obrigada!